Revisão de infectado (Scott Siggler)








</p> <p>Resenha de Infectado (Scott Siggler) – The Book Dissector – Blog de resenhas<br />



Sinopse:
Entre I Am Legend e Fight Club, este thriller irá mantê-lo nervoso até o fim. Em seus quase trinta anos de serviço na CIA, o agente Dew Phillips nunca tinha visto nada parecido. Estão a ocorrer casos isolados de violência extrema sem razão aparente. Cidadãos comuns tornam-se assassinos brutais e atacam os seus amigos, parentes, até mesmo para seus próprios filhos. Os sintomas incluem paranóia, esquizofrenia e comportamento agressivo. Para a epidemiologista Margaret Montoya, este caso representa o maior desafio de sua carreira. Ambos estarão imersos numa corrida contra o tempo para acabar com uma epidemia tão estranha antes que a mídia descubra a notícia e o pânico se espalhe por todo o país.

Para Perry Dawsey, tudo começa com coceira intensa e estranhos caroços azuis de formato triangular que aparecem sob a pele. Na verdade, são parasitas microscópicos que tentam controlar seu hospedeiro manipulando seus níveis hormonais e inundando seu corpo com neurotransmissores, causando aumento da agressividade. Perry também apresenta os mesmos sintomas que outras pessoas, exceto por uma nuance: ele já é um psicopata violento. Mas agora ele deve usar todo o seu autocontrole para manter sua agressividade sob controle e se livrar dos triângulos antes que seja tarde demais.



Análise: Embora o género de ficção científica seja frequentemente vítima dos preconceitos e estereótipos a que sempre está associado, a maior parte dos seus livros tem uma dupla leitura, uma crítica feroz a muitas das bases em que se baseia e mantém a sociedade, defendendo a reflexão. , e até mesmo mudar. Porém, como em tudo, temos também aquela pequena minoria de romances que não têm outro objetivo senão entreter e “Infetado”Pertence a esta segunda categoria.

Scott Sigler é inspirado em livros como “As ruinas”(Scott Smith),“O caçador de sonhos”(Stephen King) e“Invasão”(Robin Cook) ou filmes como“A invasão dos ultracorpos”(Philip Kaufman, 1978) e“Estrangeiro” (Ridley Scott, 1979), para nos contar – com muitas pretensões e pouco sucesso – a clássica história de uma tentativa frustrada de colonização por uma raça alienígena.

Um argumento que atende a todos os temas típicos do gênero, sem relatar nenhuma novidade notável, exceto por dois elementos: a aparência peculiar dos alienígenas – visto que a mentalidade de colméia ou o uso da pele humana como recipiente já estava desenvolvida nas obras. mencionado anteriormente – e o personagem Perry Dawsey, a quem Sigler consegue dotar de uma psique complexa que reflete o lado primitivo da natureza humana, baseada na sobrevivência do indivíduo a qualquer custo. Daí o turbilhão de violência e sangue que leva à autodestruição, uma autêntica demonstração de sangrar literário não adequado para nenhum leitor.

Outro aspecto que prejudica o romance é o excessivo patriotismo de suas páginas, típico de escritores americanos como Dominique Lapierre e Larry Collins. (“Nova York está pegando fogo?“). O ritmo narrativo vertiginoso, muito típico das grandes produções de Hollywood, em que a espetacularidade e o excesso da sua forma servem para esconder um passado muito pobre. Ou a incompreensível mudança de personagem narrativo, em que o leitor se transforma do espectador passivo à interação direta com os personagens, que iniciam um diálogo direto, recurso raramente utilizado, embora bastante conhecido graças a “jogos divertidos”(Michael Haneke, 1997), que demonstrou a capacidade criativa do seu realizador e que, tal como no filme, manifesta um curioso estilo pessoal que deverá tentar desenvolver em trabalhos futuros, mas mantendo a coerência com o resto da trama.

Qualquer infecção pode ser curada, desde que tratada a tempo, e Scott Sigler tem o talento e o incentivo necessário para aprender com os seus erros e retificá-los numa segunda parte mais do que possível, só lhe resta aprender a distanciar-se de o estilo de outros autores – e suas obras – para que um livro de leitura aceitável se torne o gatilho de um autêntico fenômeno literário, como o atual, basta encontrar a causa da doença e erradicá-la. Rezemos para que o próximo diagnóstico seja mais positivo.

O MELHOR:
Personagem de Perry Dawsey. A aparência peculiar dos alienígenas. As cenas de mutilação.

O PIOR:
O escasso original do argumento. O excesso de patriotismo na prosa que tende a mostrar os americanos como os únicos capazes de nos salvar da invasão alienígena. A pessoa narrativa incompreensível muda.



Sobre o autor: Scott Sigler nasceu e foi criado em Michigan. Ele herdou de seu pai o amor pelos filmes de terror clássicos e o interesse pela leitura de sua mãe, uma professora. Ele escreveu sua primeira história de monstro, tentáculos, aos oito anos. Formou-se em Jornalismo e Publicidade e foi apanhador de frutas, repórter esportivo, gerente de marketing de uma empresa de software e vendedor de guitarras, antes de criar seu próprio site e autopublicar seus livros em formato podcast (áudio).

Sigler reinventou o conceito de edição convertendo Núcleo Terrestre no primeiro romance publicado apenas em podcast. Oferecido em 20 episódios semanais, Núcleo Terrestre, que conquistou 10 mil assinantes, recupera a tradição dos folhetins radiofônicos. Os fãs de Sigler, conhecidos como “junkies”, fizeram quase sete milhões de downloads de suas histórias e são responsáveis ​​por seu romance Antepassadopublicado impresso por uma pequena editora independente e lançado sem campanha de marketing ou cobertura da mídia, tornou-se o número um na lista de mais vendidos da Amazon.com.

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